Aprenda as sete notas naturais, as cinco alterações que há entre elas e como este alfabeto de doze notas se repete por todo o braço.
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Voz sintetizada, nao e uma gravacao de estudio
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O que vais aprender
- As sete notas naturais A B C D E F G e onde caem os semitons.
- Como os sustenidos e os bemóis completam as cinco notas restantes.
- Por que o alfabeto se repete a cada doze trastes e o que é realmente uma oitava.
- Notas de referência em cada corda que ajudam a ler o braço mais rápido.
O conceito
A música ocidental usa doze alturas distintas antes de tudo recomeçar uma oitava acima. Sete delas têm nomes de letra simples (A, B, C, D, E, F, G) e formam o alfabeto natural que você canta sem perceber. As outras cinco se intercalam entre certas notas naturais e se escrevem com um sustenido ou um bemol.
Há dois lugares onde duas notas naturais estão lado a lado sem nada entre elas: de E a F e de B a C. Em todos os outros casos, duas notas naturais estão separadas por um passo extra. Esse passo extra é o sustenido da nota inferior ou, de forma equivalente, o bemol da superior. Dó sustenido e Ré bemol são a mesma altura, apenas dois nomes diferentes para a mesma tecla do piano ou o mesmo traste da guitarra.
A distância entre quaisquer duas alturas contíguas deste sistema é um semitom. Doze semitons formam uma oitava: o mesmo nome de letra, mas vibrando duas vezes mais rápido. Por isso os padrões da guitarra se repetem a cada doze trastes e por isso uma forma de acorde tocada no traste três soa como a mesma forma tocada no quinze, só que uma oitava acima.
Na guitarra
A afinação padrão dá E A D G B E da corda mais grave à mais aguda. Cada corda solta é um ponto fixo do alfabeto. Prender uma corda no traste n sobe a altura n semitons. Assim, a sexta corda no traste três é G (E subindo três semitons: F, F sustenido, G).
O traste doze marca uma oitava completa a partir da corda solta. Na maioria das cordas, o traste cinco soa igual à corda solta seguinte, e por isso os guitarristas afinam tradicionalmente igualando o traste cinco à corda solta acima.
Exercicios
- 01
Diga cada nota em voz alta enquanto a prende na sexta corda, do traste zero ao doze e de volta. Use primeiro só notas naturais e depois acrescente os sustenidos.
- 02
Encontre todos os C do braço dentro dos primeiros doze trastes. Há seis. Memorize onde estão.
- 03
Escolha uma corda qualquer e toque uma linha cromática lenta, nomeando as notas no tempo com um metrônomo a 50 BPM.
- 04
Sem olhar nenhum diagrama, localize G nas cordas quinta, quarta, terceira e segunda.
Erros comuns
- Tomar B sustenido ou C bemol por erros. Existem em certas tonalidades para manter uma letra por cada grau da escala.
- Esquecer que a segunda corda (B) quebra o padrão de cinco trastes: a terceira corda está afinada uma terça maior acima da quarta, não uma quarta como as demais.
- Memorizar formas sem nunca chegar a nomear as notas que toca.
Ouve, toca, cria
- Escute: toque a E grave solta e depois a mesma E no traste doze. Repare que a nota é a mesma letra mas soa mais brilhante.
- Toque: improvise uma melodia lenta usando só as sete notas naturais na segunda corda.
- Crie: anote as notas de qualquer cantiga infantil e toque-as em uma única corda.
Usa estas ferramentas
Leitura adicional
Doze alturas, dois semitons sem sustenidos e seis cordas para mapear. Quando você puder nomear qualquer traste sem hesitar, todos os outros temas desta página ficam mais fáceis.
